domingo, 23 de outubro de 2016



V Semana Espírita

RESPONSABILIDADE SOCIAL perante as LEIS MORAIS

17 a 23/10/16

A cantora Mary Vidal e o músico André Luis deram inicio à quarta noite da V Semana Espírita da FEIS (20/10). Francisco Masan, escritor e psicólogo, apresentou sua palestra sobre a Lei de Sociedade e Lei do Progresso, mencionando que nunca tivemos o olhar tão voltado para nosso país e suas questões políticas, uma vez que a sombra coletiva vem emergindo como reflexo de nossa sociedade.
Aconselha Masan que devemos ver tal estado não só como uma expressão massiva do mal, mas reconhece-lo com a visão de fraternidade, cidadania e respeito por nosso mundo. Apresenta a questão nº 768 do Livro dos Espíritos onde se pergunta sobre a pertinência da busca do homem pela sociedade, os espíritos respondem que devemos progredir em coletividade. Em princípio, somos egoístas, aos poucos saímos do centro para viver os laços familiares, daí para as experiências pessoais, interpessoais no trabalho, no lazer e na sociedade em direção aos primeiros rudimentos do amor, antes passando pela dor.
Do individuo para a sociedade o ser percebe as leis e sanções quando transgredidas tais normas. No Espiritismo, as 10 Leis Morais nos ajudam a tomar consciência e nos alinhar com os princípios espirituais buscando o progresso.  Precisamos, conforme o palestrante, viver o amor “Fati” citado pelo filósofo Nietzsche (1844-1890), amor ao seu destino, à existência e ao outro.
O progresso surge com o bem ou o mal que vem em nosso caminho nessa relação com a sociedade, porque o homem só aprende a ser singular na coletividade. Nessa estrada evolutiva precisamos nos equilibrar no trinômio 3D:
Desejo/instinto;           Dever/lei;             Devoção/amor

No desejo, o homem satisfaz seus apetites, o amor é restrito à família.  Pode se tornar seco se consumido pelo dever, este não pode ser forçado, antes leve e natural. O amor traz o propósito de realizar o dever e precisa transcender o espaço da obrigação. A devoção por sua vez, lembra-nos da necessidade de ajudar aos mais frágeis, da conexão com nossa fonte (DEUS) e da prática da caridade e do perdão.
Devemos, pois, trabalhar pela vida, pelos irmãos para conectar-nos com a Lei de Sociedade, com o propósito maior em consonância com a Lei do Progresso. “Quando dotamos outra vida de esperança, nossa vida ganha mais sentido”, vaticina Masan. 
Para encerrar, o psicólogo convida os ouvintes a pensar que a Terra é uma das nossas casas, que a alma é luz e que interligados a nossa alegria ou tristeza será a alegria ou tristeza do outro porque estamos juntos.